quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu MARINEI e vc?

 
Ministério Público se manifesta contra às mudanças no Código Florestal
Representantes do ministério público de todo País, da Rede Latino-Americana de Ministérios Públicos e entidades judiciais que atuam na área ambiental entregaram nesta quarta-feira, 18, ao vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia, moção de repúdio e nota técnica contra às propostas de mudanças no Código Florestal Brasileiro, que estão em discussão na Casa.

Entre os pontos graves destacados na nota técnica está a redução dos limites de área de preservação ambiental (APPs), a dispensa de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais e a anistia a quem desmatou ilegalmente até julho de 2008. O encontro aconteceu logo após ato público que contou também com a presença de deputados e representantes de ONGs ambientais: Planeta Verde, Greenpeace, SOS Mata Atlântica e ISA.

O deputado Fábio Ramalho (PV-MG), um dos apoiadores do encontro, ressaltou a relevância do movimento em defesa da atual legislação ambiental brasileira. "Essas propostas não representam nenhum avanço, o que se vê são estímulos para novos desmatamentos e perdão de multas para inúmeros infratores. Trata-se de uma verdadeira sentença de morte as práticas sustentáveis construídas ao longo de 45 anos", disse.

Os promotores se disseram muito preocupados com os impactos ambientais que as alterações no Código Florestal podem provocar e ressaltaram que o debate não envolveu toda a sociedade e que, na verdade, a legislação atual é moderna, de vanguarda, e não precisa ser mudada, mas colocada em prática.

"Nós viemos manifestar nossa preocupação com as alterações propostas pois elas são contrárias aos interesses do Brasil e da legislação. Nossa posição é absolutamente contrária a essas mudanças e queremos pedir que os deputados também se posicionam contrários a esse projeto" disse o organizador do manifesto, o presidente da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Jarbas Soares Júnior.

A Rede Latino-Americana de Ministérios Públicos Ambientais apresentou carta em defesa da legislação em vigor no Brasil. Para o representante do Ministério Público do Paraguai, Jorge Sosa Garcia, o código brasileiro serviu de exemplo para que países como Paraguai, Peru e Equador aprovassem legislações ambientais fortes. Ele disse que, no Paraguai, houve aumento da produção agrícola desde a criação da lei de desmatamento zero, em 2004. Segundo ele, o resultado foi mesmo de redução do desmatamento e estímulo ao desenvolvimento tecnológico.
 

Liderança do Partido Verde
Assessoria de Imprensa


12 razões para votar em Marina


  1. Tem causa: A causa de Marina Silva é a causa do planeta, da qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro. É a nossa causa, dos nossos filhos, dos nossos netos, de toda a nossa descendência.
  2. Quer desenvolvimento sustentável: Marina Silva está em sintonia com os desafios do século 21. Ajudará o Brasil crescer, mas sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
  3. Conhece a pobreza: Marina é Silva. Como a maioria das gentes no Brasil, nasceu pobre. Com força de vontade, com escola e com a ajuda de pessoas boas, superou tudo.
  4. Valoriza a educação: Alfabetizada aos 16 anos, tornou-se professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra.Sabe da importância da educação. Seu projeto transformará o Brasil num país do conhecimento.
  5. Dará oportunidades para todos: Marina Silva oferece ao país a terceira geração dos programas sociais, com a capacitação e a inserção dos beneficiados no mercado de trabalho, de acordo com os potenciais de cada família.
  6. É verde: Marina Silva alia visão da qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental. É uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
  7. Tem capacidade de gestão: Tranquila, mas firme, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob sua batuta no governo Lula que o país diminuiu de forma drástica o desmatamento na Amazônia. O Brasil não precisa de gerente. Precisa de uma líder com visão de futuro, como Marina Silva.
  8. Tem equipe: Desde seu primeiro cargo, Marina Silva sempre se cercou de pessoas inteligentes, modernas e eficientes. É um imã de pessoas honestas e boas.Marina atrai competências.
  9. Nova forma de governo: Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência das indicações políticas. Sabe ouvir, governa com a ajuda de especialistas, de técnicos. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.
  10. É sucessora: Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula.É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país.Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo.É uma sucessora.
  11. Combate ao desperdício: Marina Silva tem história para combater a corrupção, para acabar com o loteamento dos órgãos públicos, para acabar com o desperdício do dinheiro público, do capital humano, das oportunidades, dos recursos naturais.
  12. É mulher: Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.

terça-feira, 15 de junho de 2010

MOVIMENTO MARINA SILVA

Uma mensagem a todos os membros de MOVIMENTO MARINA SILVA

 

Falta somente 1 dia para se consagrar o que nós do Movimento Marina Silva defendemos desde 2007: a candidatura de Marina. Ainda há vagas, saiba aqui como participar.

Neste mesmo dia, Lula estará figurando como símbolo das próximas gerações, encontrando com as crianças de 52 países da Conferência Infanto Juvenil do meio Ambiente, um projeto idealizado e apoiado por Marina Silva. Como foi bem apontado pela Folha de São Paulo, Marina foi desconvidada de participar bem às vésperas do tão sonhado encontro. Indelicadeza ou sabotagem?

Enquanto isso, as vozes da esperança, da ética e do cuidado vão se firmando ao lado de Marina Silva. Compartilhamos o artigo de hoje da Folha, que traz algumas declarações importantes de Leonardo Boff, que estará no evento.


Ex-petista, teólogo será estrela de festa do PV
Leonardo Boff diz que Marina é "o Lula melhorado" e seria eleita no 1º turno pelo PT


BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Aliado de Lula em suas cinco campanhas presidenciais, o teólogo Leonardo Boff será a estrela da festa de lançamento da candidatura de Marina Silva (PV) ao Planalto, amanhã, em Brasília.
Ele subirá ao palanque com uma mensagem incômoda ao PT: defenderá que a senadora, e não a petista Dilma Rousseff, é a sucessora natural do presidente.
"A Marina é o Lula melhorado. Tem a mesma origem popular, mas soube pôr o foco na questão ambiental junto com a social", disse à Folha de Petrópolis (RJ), onde vive, por telefone.
Símbolo da Teologia da Libertação, uma das raízes do PT, Boff defenderá o voto na senadora como opção de continuidade ao petismo.
"Não me sinto distanciado do Lula, porque acho que a sucessora natural dele seria a Marina. Acho triste que ela tenha deixado o PT. Se fosse candidata do partido, venceria no primeiro turno", disse.
"Dilma é ligada a projetos importantes, mas não existe nela a dimensão de um conhecimento que seja ligado a questões tão diversas como as que temos hoje. Apoio Marina por imperativo ético."
Ligado à causa ecológica, ele admitiu que a senadora tem pouca chance de vitória. "De qualquer maneira ela ganhará, por impor a ecologia como tema importante na eleição", afirmou.
O reforço do pensador católico é visto no PV como antídoto às críticas que Marina vem sofrendo pela aproximação com líderes evangélicos de perfil conservador.
Os verdes temem perder espaço com o eleitorado progressista de classe média, que reagiu mal às suas declarações contra a legalização do aborto e o casamento gay.
A campanha convidou cerca de 200 "personalidades" para a convenção, entre artistas e intelectuais, mas enfrenta dificuldades para confirmar presenças.
Ontem, o clima era de apreensão com a lista. Um dos VIPs mais esperados, o cantor Caetano Veloso deu pouca esperança de aparecer. "Levar artista para Brasília não é fácil", desabafou um dirigente verde.
A festa será no mesmo local usado pelo PSDB para lançar a pré-candidatura de José Serra. O PV quer reunir entre 1.500 e 2.000 pessoas.


Visite MOVIMENTO MARINA SILVA em: http://www.movimentomarinasilva.org.br/?xg_source=msg_mes_network

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rogando pela paz em Goianesia

"O amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo"

Martin Luther King Jr 



© Greenpeace / Oka Budhi

O município de Tomé-Açu, no Pará, acordou nesta quinta-feira com o ego inflado. Passando por ali, Lula lançou o Programa Nacional de Produção Sustentável de Óleo de Palma (ou dendê), que jura transformar a região no maior polo de produção de biodiesel do mundo. Como o nome já diz, o projeto quer se mostrar aliado do meio ambiente e tem duas faces: um programa para a produção familiar e outro para médios e grandes proprietários. E para isso, algumas condicionantes foram anunciadas para a produção .

As principais delas são: só entra na linha de crédito o produtor que tiver o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de sua propriedade em dia. E a área de plantio também não pode ter sido desmatada depois de 2008. Um projeto de lei nesse sentido está na Casa Civil para ser enviado ao Congresso. O PL veta novos desmatamentos em todo o território nacional para o plantio de dendê bem como o licenciamento ambiental de projetos em áreas não indicadas pelo Zoneamento Econômico-Ecológico.

A notícia soa bem para qualquer ouvido preocupado com meio ambiente. Mas acende a luz amarela pelo tamanho do projeto. Serão 44 municípios participando da produção, que hoje já se espalha por 80 mil hectares. Até 2014, a expectativa é que o número suba para 130 mil hectares.

É verdade que as condicionantes podem ajudar a impedir que as novas áreas de plantio resultem em mais desmatamento. No entanto, o alargamento da produção pode empurrar setores como gado e alimentos para cima de áreas cobertas com floresta. Ou seja, o programa de palma sustentável pode gerar desmatameto indireto.
Levando adiante seu melhor estilo “companheiro”, Lula vestiu o programa com uma roupagem pra lá de social. Dos 900 agricultores familiares que já começam a tocar a produção, diz, a meta é que em 2014 sejam 13 mil. Esses pequenos produtores receberão apoio financeiro e mudas de dendê. Para os produtores e cooperativas de maior porte, serão duas linhas de financiamento, que podem chegar a até R$ 400 mil.

O programa é focado no aproveitamento e recuperação de áreas degradadas, e para que isso dê certo, uma “Câmara Setorial” formada por governo, empresários e trabalhadores será criada para regular e fiscalizar a cadeia produtiva.

O fato de o governo estar abrindo os cofres para a região no entanto, não quer dizer necessariamente que a preocupação é com a gente de lá. Basta forçar um pouco a memória para lembrar de um anúncio da Vale feito há cerca de um ano. À época, a mineradora firmou consórcio na mesma região que o presidente esteve nesta quinta, para que, justamente em 2014, quando as colheitas estarão tinindo, a produção de óleo de palma passasse a abastecer suas locomotivas e máquinas nas minas de Carajás. Em outras linhas, é o governo brasileiro soltando R$ 1,1 bilhão – estimativa para os próximos cinco anos – para fazer rodar a produção da Vale com biodiesel.

Em tempo, ainda que a produção de óleo de palma brasileira se intitule sustentável, essa mesma cultura é um calo em outras florestas pelo mundo. Conforme o Greenpeace vem denunciando, a extração do produto na Indonésia é o principal vetor de destruição das matas do país e da liberação de gases de efeito estufa. Grandes companhias como a Nestlé estão ligadas à devastação ao adquirir o produto de empresas envolvidas com o desmatamento, como a Sinar Mas.


Antônia Aparecida Lacerda Mota e Maurício André Gomes, solicitando empenho junto ao Governador do Estado, Alcides Rodrigues Filho e ao Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, Sérgio Augusto Inácio de Oliveira, objetivando o aumento do quantitativo de policiais especialmente para a cidade de Goianésia, a fim de propiciar melhores condições de trabalho aos policiais e maior segurança à nossa comunidade, considerando o crescimento da criminalidade constatada ultimamente em Goianésia.



“Não devemos permitir que alguém 
saia da nossa presença sem sentir-se 
melhor ou mais feliz.” 
(Madre Tereza de Calcutá)


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu sou a mulher do PV de Goianesia-GO

 

Foi solicitado o seguinte requerimento que viabilizem estudos técnicos e reparos na estrutura e no guard-rail da ponte sobre o córrego Portal, na Avenida Brasil, ligando o Centro ao Setor Universitário no dia 22 de Março.

Só Marina é futuro - José Eli da Veiga na folha de São Paulo


... mesmo que o noticiário eleitoral coloque Marina numa suposta terceira via, ela está na primeira para o futuro do Brasil, pois todos os demais candidatos se engalfinham na carcomida segunda.

Desta vez não há escapatória: o “fator Marina” obriga todos os pré-candidatos à Presidência a dar substancial destaque ao meio ambiente. E é provável que a questão seja muito bem tratada pelos dois favoritos, pois contarão com a ajuda dos competentes times de governos, conduzidos por Carlos Minc, no federal, e por Xico Graziano e José Carlos Carvalho, nos paulista e mineiro. Equipes em que predominam técnicos identificados com a senadora Marina Silva, mesmo que, por razões mais pragmáticas que altruísticas, não apoiem sua pré-candidatura.

Impõe-se, então, uma óbvia pergunta: poderá haver diferença significativa entre o discurso da senadora e os que serão os adotados pelos favoritos, caso realmente assimilem as ideias de seus ambientalistas?

Ao contrário do que parece, a resposta é um retumbante sim. E o total contraste inviabilizará qualquer conciliação programática para o segundo turno, mesmo que ocorra algum acordo por motivos táticos. Só não percebe quem esquece ou ignora o antagonismo que há entre o imperativo da sustentabilidade e a esclerosada visão socialdemocrata do capitalismo.

Por mais que tenha havido diversificação da fauna partidária socialdemocrata em seus quase 150 anos de adaptações a uma miríade de circunstâncias históricas e político-culturais, nada impediu que nela persistisse sua própria razão de ser, chame-se de “paradigma” ou de “DNA”.

Do trabalhismo ao comunismo, passando por todas as espécies de socialismo, o essencial continua a ser a busca de maximização do crescimento econômico conjugada a políticas sociais que reduzam a pobreza e -quando possível- desconcentrem a repartição da renda. Nesse tronco pode ser facilmente enxertado um ramo ambiental, mas sem consistência, já que tomar cuidado com a base natural da sociedade atrita com a opção primordial por pisar fundo no acelerador do PIB.

A nova visão, que brotou no pós-1968, tanto repele a dicotomia entre as esferas social e ambiental da vida humana quanto abomina o reducionismo socialdemocrata por entender que o estilo de crescimento econômico é que deve ser subordinado ao objetivo de melhoria sustentável da qualidade de vida, e não o contrário.

Ou seja, absoluta prioridade “socioambiental” (só uma palavra bem antes de ser autorizada pela nova ortografia). Nada a ver com a concepção de turbinar o PIB com aborrecidas concessões a uma exigência ambiental que seria restritiva, além de separada da social.

Tudo isso poderia cheirar abstrato demais se não pululassem exemplos concretos. A suprema aspiração do governo foi acelerar o crescimento (PAC), criando os conflitos que tangeram a ministra Marina Silva para fora.

E Carlos Minc estava na mesma rota quando a mudança do quadro eleitoral provocada pela pré-candidatura de sua antecessora elevou a cotação do “cerradinho” em detrimento da “soja”, segundo metáfora de Gilberto Carvalho sobre a índole de Lula.

Por acaso há político socialdemocrata que discorde da linha do governo Lula, esteja ele no PT, PSDB, PDT, PSB, PPS, PC do B ou PSOL, tenha ficado no PMDB ou baldeado para o atual DEM? Claro que não. Alguns adoram malhar a ineficiente gestão do PAC, mas só porque querem mais do mesmo. A nenhum jamais ocorreria a imprescindível necessidade de substituí-lo por um “Plano de Transição ao Ecodesenvolvimento”, sem investimentos contrários à realidade socioambiental. Caso dos mais emblemáticos está na BR-319, que precisa ser abortada, e seus recursos transferidos para obras de saneamento ou de geração de energia limpa.

Sim, a economia brasileira ainda precisa crescer. E muito. Mas não de qualquer maneira, e ainda menos a qualquer custo, como querem os duetos Dilma/Ciro e Serra/Aécio. Para o projeto nacional que agora engatinha com Marina, importa muito mais a direção e a qualidade do crescimento econômico do que sua velocidade.

Aliás, se o contrário fosse melhor, este país já seria um dos mais desenvolvidos do mundo, pois nenhum outro PIB nacional aumentou mais do que o seu entre 1900 e 1980: algo como 50% mais do que o dos EUA.

Em suma: mesmo que o noticiário eleitoral coloque Marina numa suposta terceira via, ela está na primeira para o futuro do Brasil, pois todos os demais candidatos se engalfinham na carcomida segunda.

José Eli da Veiga, 61, é professor titular de economia e orientador do programa de pós-graduação em relações internacionais da USP e autor, entre outras obras, de “Mundo em Transe”. Fonte: Folha de S. Paulo
"Eu sou a minha cidade, 
e só eu posso mudá-la. 
Mesmo com o coração sem esperança, 
mesmo sem saber exatamente como 
dar o primeiro passo, mesmo achando 
que um esforço individual não serve para nada, 
preciso colocar mãos à obra. 
O caminho irá se mostrar por si mesmo, 
se eu vencer meus medos e 
aceitar um fato muito simples: 
cada um de nós faz uma grande diferença no mundo."
Paulo Coelho

quarta-feira, 10 de março de 2010

Passos curtos, mas caminhando

 

" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; 

e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." 

Provérbios 8.11

Brasil e os biocombustíveis

O Programa Nacional do Álcool (Próalcool) conseguiu, após 30 anos de ser lançado, colocar o Brasil como referência mundial na produção de álcool combustível. Mesmo que alguns especialistas avaliem que o Etanol como biocombustível está se destacando na área comercial e pouco na ambiental é importante ressaltar que o etanol está presente em 22% dos veículos leves e pesados. A estimativa da presidência da Petrobras é que os modelos flex fluel somarão 75% da frota em 2020.
No entanto, alguns pontos precisam de ajustes. O Brasil precisa se preparar respostas para questões importantes que já estão em debate como por exemplo: qual a qualidade da produção desse biocombustível? Quais as respostas tecnológicas necessárias? Quais os desafios nas rodadas de negociações sobre comércio mundial? Como fazer a produção sustentável, de modo a não emitir mais poluentes no processo de produção e respeitar os direitos dos trabalhadores do campo? Ou ainda, como aumentar a produção sem ampliar a área de plantação de cana de açúcar em áreas de florestas? Como a produção do Etanol pode afetara produção de alimentos?
Alguns estudos analisaram as áreas com potencial de produção já existentes, tendo em consideração o dado de que a cana vem se expandindo à média de 10% ao ano no país. Especialistas da Universidade de Campinas (Unicamp) defendem que a expansão deve levar em conta somente as regiões que já sofreram interferência humana e estão degradadas. Considerando esse cenário, estima-se a produção nos próximos 20 anos de 200 bilhões de litros de etanol para o cenário de 10% de substituição na gasolina e de 100 bilhões para o de 5%.
O biodiesel também é outro antigo projeto brasileiro. Desde a década de 1970, vários projetos de pesquisa de uso de óleos vegetais para produção de combustíveis vêm sendo desenvolvidos no país. Apesar de muitos avanços, ainda hoje os desafios tecnológicos e econômicos para seu uso em larga escala estão a ser superados. Há quem defenda que o biodiesel deveria ser revisto como política de energia renovável no Brasil e também que a escolha das matérias-primas para produção desse biocombustível não priorize a soja, como acontece atualmente. O óleo da mamona e da semente do girassol são algumas alternativas.


Pessoal juntamente com meus amigos da câmara dos vereadores de Goianesia, consegui trazer a conscientização pelos produtos sustentaveis,  atualmente somente usamos papel A4 reciclavel, cada dia um passo.

terça-feira, 9 de março de 2010

ta frio ou ta quente?

"Os Meus pensamentos não são os teus pensamentos, 

e os Meus caminhos não são os teus caminhos, 

diz o SENHOR. Porque assim como os céus 

são mais altos que a terra, assim são 

os Meus caminhos mais altos que os teus caminhos, 

e os Meus pensamentos mais altos que os teus pensamentos." 

(Isaías 55:8-9) 

 

 

Pra quem acha que o frio na Europa e EUA significa o resfriamento global

Sairam os dados da temperatura e cobertura de gelo do Ártico no mês de fevereiro.
Essa primeira imagem mostra que a cobertura de gelo nesse mês foi a quarta menor desde que começaram as medições por satélite, em 1979. Mas, deixemos o dado anual de lado. Dá só uma olhada na linha que representa a média histórica e no tamanho da queda. 1 milhão de quilômetros quadrados a menos !!!

Média histórica do gelo no ártico em fevereiro

Média histórica do gelo no ártico em fevereiro
A próxima imagem é pra quem acha queo mundo está resfriando, só porque fez um baita frio na Europa e Costa Leste da América do Norte. Ela representa as anomalias (diferenças) nas temperatura medias neste mês de fevereiro, em relação a média histórica. As cores verde, amarelo, laranja e vermelho representam temperaturas mais quentes. O vermelho significa que a temperatura estava no mínimo 12 graus acima do normal. Os tons de azul representam temperaturas mais frias. O azul mais escuro que se vê representa uma temperatura 4 graus mais baixa. Agora meça o tamanho das áreas e as diferenças de temperatura. Na média, fez mais calor ou mais frio? O ponto é que fez mais frio onde tem mais gente, mais tevê para mostrar, mais jornal pra escrever. Ai parece que só esfriou.

Anomalias da temperatura do ar - fevereiro 2009
Anomalias da temperatura do ar - fevereiro 2009


"Evitar todo o mal, cultivar o bem, purificar a própria mente: esse é o ensinamento do Buda." (Dhp 183.) 

sábado, 6 de março de 2010

SuperWoman

Parabens para todas mulheres de Goianesia pela sua força e vontade em fazer desta cidade melhor para todos que aqui vivem...

(In)segurança climática

Seria inútil pensar em eliminar a extrema pobreza que ainda afeta 1 bilhão dos habitantes do planeta e criar condições objetivas para incluir no mercado dois terços da população mundial, se não formos capazes de controlar os efeitos devastadores do aquecimento global. Secas, enchentes, perda da biodiversidade, incêndios, redução da produção de alimentos são alguns impactos ambientais, sociais e econômicos previsíveis. A parcela menos favorecida da população seria (ou será) afetada de forma mais intensa e dramática. 
As dificuldades para se estabelecer mecanismos de aceitação global para lidar com a questão da energia e do clima são evidentes. Mais de dez anos depois da formulação do Protocolo de Quioto, os negociadores chegaram ao “mapa do caminho” à procura de consenso num jogo de interesses extremamente conflitantes. Diante desse quadro, há uma forte tendência para que a descarbonização do setor produtivo seja regulada por iniciativas de âmbito nacional ou regional, com acordos bilaterais.
As empresas já sofrem pressões da sociedade – com imposições legais ou do próprio mercado – para incorporar o tema em suas estratégias de negócio. Algumas companhias com visão de longo prazo, mesmo que estejam em países onde ainda não há limites legais, adotam metas voluntárias.
Já são muitos – mas ainda insuficientes, dada a dramaticidade do desafio – os exemplos de empresas que se anteciparam às regulamentações futuras, pondo em prática metas internas de redução de emissões, seja por controle de seus processos produtivos, seja por adoção de novas tecnologias na produção e utilização de energia.
A Petrobras incluiu voluntariamente em seu Plano de Negócios de 2007 a 2011 o objetivo de evitar a emissão de 18,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa naquele período, mediante melhorias tecnológicas e operacionais, tais como o incremento da eficiência energética, a redução da queima de gás associado (gas flaring) e a substituição de combustíveis.
A Alcoa – líder mundial na produção de alumínio – antecipou-se às normas legais e, por iniciativa própria, decidiu traçar metas de redução. Até 2015, a produção de alumínio em todas as unidades da Alcoa, inclusive as instaladas no Brasil, atingirá a meta de emissão zero. A Plantar, grupo do setor florestal e de siderurgia sediado em Minas Gerais, diminuirá a concentração de CO2 na atmosfera em aproximadamente 12,8 milhões de toneladas dentro dos próximos 25 anos, com um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). CO2
Outros passos importantes estão sendo dados nessa direção. Sob a liderança do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), sete grandes empresas e quatro entidades civis superaram divergências secundárias e lançaram, em abril de 2007, o Pacto de Ação em Defesa do Clima. Neste documento, Alcoa, Aracruz, EcoSecurites, Furnas, Petrobras, Shell, Souza Cruz e Votorantim, ao lado do Greenpeace, da OAB-SP, da TNC e do WWF-Brasil, assumiram publicamente o compromisso de trabalhar, com base em ações concretas, para que a sociedade brasileira se mobilize e preste fundamental contribuição para vencer o ousado desafio levantado pela Convenção Mundial do Clima: que a elevação da temperatura média do planeta não ultrapasse 2ºC até 2100.
Os signatários do Pacto de Ação em Defesa do Clima assumiram publicamente o compromisso baseado em dez pontos fundamentais, que sintetizamos a seguir:
  1. Fim do desmatamento, com garantia de maior governança nas florestas na Amazônia, na Mata Atlântica e em outras regiões florestais brasileiras.
  2. Fomento a iniciativas que visam a incorporar à matriz brasileira, de forma sustentável, energia proveniente de fontes renováveis.
  3. Conscientização da sociedade quanto aos efeitos adversos da mudança do clima;
  4. Identificação das vulnerabilidades do País à mudança climática.
  5. Estabelecimento de metas de redução de emissões, com envolvimento de instituições públicas, privadas e da sociedade civil.
  6. Ampliação da Comissão Interministerial de Mudanças do Clima, de forma a assegurar a participação ativa de outros setores da sociedade.
  7. Pesquisas que promovam o valor econômico de nossa biodiversidade.
  8. Consideração e priorização das questões socioambientais nos programas e nas ações dos Planos Plurianuais.
  9. Estímulo à disseminação de exemplos positivos.
  10. Fomento ao desenvolvimento de um mercado nacional para energias limpas como solar, eólica, pequenas centrais hidroelétricas e outras.
O lançamento do pacto ganhou grande repercussão na sociedade brasileira. Foi amplamente debatido na Câmara dos Deputados com os 50 integrantes da Frente Parlamentar Ambientalista e com representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A mobilização, nesse contexto, é crescente. O setor empresarial brasileiro tem participado das conferências internacionais do clima de forma cada vez mais intensa. Na COP 13, em Bali, foram lançadas duas importantíssimas publicações – uma sobre biocombustíveis e outra sobre florestas. Ambas estão disponíveis na área de mudança do clima no site do CEBDS. E mais recentemente, o CEBDS e a Fundação Getúlio Vargas estão promovendo uma série de workshops para disseminar no País o Protocol GHG (Greenhouse Gas Protocol), a mais consagrada ferramenta destinada a calcular os níveis de emissões de gases de efeito estufa por empresas do mundo e que agora está sendo adaptada à realidade brasileira.
Tais ações deixam claro o quanto é pertinente a reivindicação do setor empresarial de assegurar assento nos fóruns de decisões para definir políticas nacionais de mudança do clima. De igual forma, reforçam nossa convicção de que o entendimento articulado e transparente entre os principais setores da sociedade – empresas, governos e entidades civis – é fator imprescindível para atender ao senso de urgência e cumprir a meta de eliminar a pobreza sem comprometer a segurança climática e os demais ativos ambientais. 
* Fernando Almeida é presidente-executivo do CEBDS e autor do livro “Desafios da sustentabilidade – uma ruptura urgente”.