quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

pro PLANETA, pra CIDADE, pro FUTURO e pra VOCÊ

Logo fórum do meio ambiente
Mais vitoria do PV em Goianesia
onde temos Antonia Lacerda como nossa vice presidente da câmara dos vereadores, uma vitoria para meio ambiente e o povo de Goanesia.



Campanha do MMA evita consumo de 5 bilhões de sacolas plásticas


 
A meta da campanha era atingir 10% de redução de sacolas plásticas até o final de 2010, tendo como base o ano de 2009, quando foram produzidas 15 bilhões de sacolas no Brasil. A meta foi ultrapassada, chegando a 33% de redução 05/01/2011

Cerca de cinco bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas em um ano e meio de campanha Saco é um Saco. A meta da campanha era atingir 10% de redução de sacolas plásticas até o final de 2010, tendo como base o ano de 2009, quando foram produzidas 15 bilhões de sacolas no Brasil. A meta foi ultrapassada, chegando a 33% de redução. De acordo com a coordenadora técnica da campanha no Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, trata-se de um "resultado coletivo motivado pelo debate nacional sobre o consumo de sacolas plásticas".



Esse número reúne as estimativas levantadas pelas três maiores redes de supermercado no País (Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour), pelas cidades que baniram as sacolas voluntariamente, como Xanxerê (SC) e Jundiaí (SP) e pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, da indústria do plástico.



Durante a campanha foram produzidos 19 spots de rádio, três filmes para TV e cinema - exibidos no canal Futura e nas salas de cinema da rede Rain -, e dois concursos culturais. Além disso, o uso de ecobags foi estimulado por vendas e distribuição gratuita. A rede Pão de Açúcar, por exemplo, vendeu 200 mil sacolas retornáveis em 2010.O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, distribuiu outras 200 mil ecobags.



Com criatividade os supermercadistas buscaram voluntariamente alternativas para favorecer a mudança de comportamento do consumidor. O WalMart criou o programa "Cliente Consciente Merece Desconto", oferecendo desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens adquiridos. O desconto é calculado diretamente nos caixas das lojas. Para ganhar o desconto, pode-se utilizar qualquer embalagem alternativa às sacolas plásticas, como sacolas retornáveis, caixas de papelão ou carrinhos de feira.



Já o Pão de Açúcar passou a oferecer pontos no cartão fidelidade aos clientes que recusarem sacolas plásticas e a empresa de produtos de higiene Kimberly-Clark incluiu alças às embalagens de papel higiênico, para que o consumidor não precise de uma sacola plástica para carregar seu pacote



Além dessas empresas, a campanha contou com outros parceiros que agregaram esforços, como Carrefour, CPFL, Livraria Saraiva, CNT, Rádio Câmara, Vivo, Gol Linhas Aéreas e instituições de referência no tema consumo consciente como Instituto Akatu e WWF.



Vários artistas se engajaram na campanha. Entre eles, a apresentadora Xuxa, as atrizes Maitê Proença, Christiane Torloni e Carla Camurati, e personalidades como José Júnior do Afroreggae e o surfista Teco Padaratz, que gravaram spots veiculados em mais de duas mil rádios comunitárias e comerciais.



Consciência ecológica coletiva - Durante os 18 meses de campanha, reduzir o consumo de sacolas plásticas passou a ser consequência do debate promovido com a sociedade brasileira sobre a tragédia socioambiental causada pelo consumo excessivo de sacolas plásticas, bem como do engajamento dos consumidores e do setor varejista na causa.



Para a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, ao mobilizar a sociedade brasileira em torno do tema 'consumo consciente de sacolas plásticas', "a campanha estimulou o pensamento crítico acerca de como consumimos e que impacto este consumo tem no meio ambiente e em nossa qualidade de vida. Provocou varejistas, industriais, o poder público em vários estados e municípios, e também consumidores, a encontrar soluções".



Com a mobilização, foi possível estimular ações de governo e do setor produtivo para o consumo consciente de embalagens e ainda atuar de forma convergente aos objetivos e compromissos do Brasil no Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis, ligado ao Processo de Marrakech, coordenado pelas Nações Unidas, do qual o País participa desde 2007 para apoiar e fortalecer iniciativas que promovam mudanças nos padrões de consumo e produção.



A campanha foi citada pela Consumers International em seu site como um bom exemplo de prática voltada para o consumo sustentável e no cenário internacional colocou o Brasil no grupo de países que já estão fazendo algo para minimizar o impacto ambiental das sacolas plásticas. O uso de ecobags promove a diminuição do consumo de petróleo e sua conseqüente emissão de CO2, bem como a produção de lixo que viaja pelas correntes marinhas por todo o Planeta.



"O ciclo de mudança dos padrões de produção e consumo no Brasil começou", comemora Samyra. "Colocando o País em sintonia com os esforços internacionais e proporcionando aos brasileiros compartilhar a consciência ecológica coletiva."



O que vem por aí - Com o pontapé inicial dado pela campanha, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) se animou e estipulou metas de redução para o setor varejista, atingindo aproximadamente 76 mil estabelecimentos espalhados por todo País. Trata-se de pacto setorial firmado com o MMA que prevê a redução em 30% das sacolas plásticas nas lojas de todo o País até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, estimados em aproximadamente 14 bilhões.



Algumas redes de supermercados estabeleceram suas próprias metas, como o Walmart que pretende reduzir em 50% até 2013 e o Carrefour que deseja banir as sacolas plásticas em suas lojas até 2014.



E a conscientização continua, pois como alerta o slogan da campanha:


"Saco é um Saco:
pro Planeta,
pra Cidade,
pro Futuro
e pra Você".


sábado, 16 de outubro de 2010

DIGA, SINTA, OUÇA e FAÇA

Os contadores de histórias das florestas falam de dois tipos de fome.
Dizem que há a fome física e também a Grande Fome.
Esta é a fome por sentido.
Existe apenas uma coisa insuportável: uma vida sem sentido.
Não há nada errado com a busca pela felicidade.
Mas existe algo grande, o sentido, que é capaz de transformar tudo.
Quando você tem sentido, você é feliz, você pertence.
(Sir Laurens van der Post, no documentário Hasten Slowly)


 

Planeta perdeu 30% de recursos naturais

O Estado de S.Paulo, em 13 de outubro de 2010
 
Ameaçada. Vista aérea da floresta amazônica. Foto: Dida Sampaio/AE
Ameaçada. Vista aérea da floresta amazônica. Foto: Dida Sampaio/AE
Em menos de 40 anos, o mundo perdeu 30% de sua biodiversidade. Nos países tropicais, contudo, a queda foi muito maior: atingiu 60% da fauna e flora original. Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2010, publicado a cada dois anos pela organização não governamental WWF.

O relatório, cujas conclusões são consideradas alarmantes pelos ambientalistas, é produzido em parceria com a Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e Global Footprint Network (GFN).

"Os países pobres, frequentemente tropicais, estão perdendo biodiversidade a uma velocidade muito alta", afirmou Jim Leape, diretor-geral da WWF Global. "Enquanto isso, o mundo desenvolvido vive em um falso paraíso, movido a consumo excessivo e altas emissões de carbono."

A biodiversidade é medida pelo Índice Planeta Vivo (IPV), que estuda a saúde de quase 8 mil populações de mais de 2,5 mil espécies desde 1970.

Até 2005, o IPV das áreas temperadas havia subido 6% - melhora atribuída à maior conservação da natureza, menor emissão de poluentes e melhor controle dos resíduos. Nas áreas tropicais, porém, o IPV caiu 60%. A maior queda foi nas populações de água doce: 70% das espécies desapareceram.
Consumo desenfreado. A demanda por recursos naturais também aumentou. Nas últimas cinco décadas, as emissões de carbono cresceram 11 vezes.

O relatório afirma que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formada por 33 países em geral desenvolvidos, são responsáveis por 40% da pegada de carbono global, e emitem cinco vezes mais carbono do que os países mais pobres.

Comparados a ela, os BRICs (grupo formado pelos países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) têm o dobro da população e uma menor emissão de carbono per capita. O problema, alerta o relatório, é se os BRICs seguirem no futuro o mesmo padrão de desenvolvimento e consumo da OCDE.

Índia e China, por exemplo, consomem duas vezes mais recursos naturais do que a natureza de seu território pode repor. Atualmente, os países utilizam, em média, 50% mais recursos naturais que o planeta pode suportar. Se os hábitos de consumo não mudarem, alerta o relatório, em 2030 se estará consumindo o equivalente a dois planetas.

Em resposta ao levantamento de 2008, a WWF elaborou um modelo de soluções climáticas, em que aponta seis ações concretas para reduzir as emissões de carbono e evitar maiores perdas de biodiversidade.
Entre elas, a organização aponta a necessidade de investir em eficiência energética, novas tecnologias para gerar energia com baixa emissão de carbono, adotar a política de redução da pegada de carbono e impedir a degradação florestal.

PARA LEMBRAR

De 18 a 29 deste mês acontece em Nagoya, no Japão, a 10ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. Criada em 1992, no Rio de Janeiro, a convenção tinha como principal meta reduzir significativamente a perda de biodiversidade até 2010.

As Nações Unidas até definiram 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, mas os resultados ainda deixam muito a desejar. Apesar da meta estabelecida, o relatório mais recente da ONU mostra que o planeta perdeu um terço do estoque de seres vivos existente em 1970. O documento aponta como ameaçadas de extinção 42% das espécies de anfíbios do mundo e 40% das de aves - e estima em US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões o prejuízo mundial anual com desmatamento. Além da preservação da diversidade biológica mundial, outro tema deve ter destaque nas negociações: a repartição dos recursos oriundos da biodiversidade.


 Turbina ecológica produz energia com correnteza de rios

Uma empresa americana começará a testar neste mês uma nova maneira de produzir energia hidrelétrica: o uso de turbinas de aço que mais parecem moinhos de vento, mas movidas pela corrente de rios e de marés. O projeto da Verdant Power não requer a construção de represas e pode ser implementado em rios de planície, sem desníveis. Um dos interesses da companhia é instalar as turbinas também no Rio Amazonas e seus afluentes.

De acordo com Trey Taylor, presidente da empresa, cerca de 80 milhões de pessoas nos Estados Unidos (onde 80% da energia é produzida por usinas hidrelétricas) tiveram de se mudar por causa da construção de represas desde a década de 1950. “As turbinas podem finalmente acabar com o surgimento de “refugiados” ambientais”, disse Taylor à Folha. O projeto piloto terá um teste no próximo mês no East River, a leste da ilha de Manhattan, na cidade de Nova York.

Para começar, serão instaladas seis turbinas de cinco metros de comprimento e 35 quilowatts de potência cada, presas ao fundo do rio, mas o plano é criar um campo de 200 turbinas, que deverão produzir 10 megawatts de energia elétrica. “Elas ficam fora dos canais de navegação ou são instaladas nos trechos mais fundos dos rios, para evitar acidentes”, explica Taylor.

Projetos semelhantes devem ser desenvolvidos no Rio Lawrence, no Canadá, e também no litoral da Califórnia. Há também planos para levar a tecnologia à Escócia e à Índia, para aproveitar a energia das marés. Não existe ainda um projeto propriamente dito para a Bacia Amazônica. “Tivemos apenas conversas informais com o governo brasileiro e também com empresas locais que poderiam instalar o sistema”, explica Douglas Freburg, presidente da Todo Trading, associada da Verdant Power.

Os requisitos para a instalação das turbinas não são muitos: basta que o rio tenha pelo menos seis metros de profundidade e uma corrente com velocidade mínima de 1,5 metro por segundo.

Para Philip Fearnside, pesquisador do departamento de ecologia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a proposta é bem vinda, mas é preciso testar as turbinas nos rios amazônicos. “O Inpa já tentou colocar em prática um projeto parecido no final de década de 70, o “cata-água”, mas teve problemas com as plantas aquáticas enroscadas nas turbinas, que exigiam manutenção constante”, explica.

Teoricamente, as turbinas não oferecem riscos para peixes e outros animais aquáticos: “As hélices giram a 32 rotações por minuto e completam um pouco mais de uma volta a cada 2 segundos, produzindo uma pressão que naturalmente empurra os animais para longe”, explica Taylor, “Além disso, há espaço suficiente para que eles nadem em volta das turbinas”.

No East River, por exemplo, elas devem ficar a 9 metros umas das outras, e a primeira fileira se localizará a 30 metros da segunda. “O comportamento dos peixes não deve variar muito de rio para rio, mas é preciso testar primeiro para avaliar os riscos reais”, afirma Fearnside, do Inpa.

Miniusinas

Para as empresas, outro grande trunfo do projeto é a possibilidade de criar “miniusinas” hidrelétricas para populações ribeirinhas e substituir os poluentes e ineficientes geradores movidos a diesel. A eletricidade produzida localmente poderia ser usada para irrigação, obtenção de água potável ou mesmo para produção de hidrogênio por meio da eletrólise. “Tudo isso pode ser feito sem a necessidade de uma grande estrutura ou cabos de transmissão”, explica Freburg.

Hoje, cada turbina custa US$ 2.500 por quilowatt –as do East River saíram por US$ 87.500 cada–, mas Freburg afirma que o custo deve baixar com o tempo. No Brasil, as turbinas poderiam ser produzidas pela indústria local e dar um incentivo à economia.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14724.shtml



Dão ao grão o chão.
Brota o fruto do cerne.
Floresce para dar lugar ao próximo.
Nasce uma esperança a cada dia.
Uma chance.
Uma possibilidade.

Priscilla Benedini 

SIGA O EXEMPLO, ADOTE UM AMIGO



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nordeste desponta como potencial de energia eólica




 
FIQUE LIGADO:
Programa Zoneamento Ecológico-Econômico
 



O Nordeste brasileiro é uma macrorregião muito diversificada do ponto de vista do seu quadro natural, das suas formas de ocupação demográfica, das atividades econômicas ali existentes e das condições sociais e culturais  de sua população.

O ZEE Nordeste propõe  a  montagem de um sistema pelo qual serão construídos os arranjos institucionais e técnicos que possibilitem a articulação dos atores envolvidos no contexto da gestão territorial. Este sistema utilizará dois instrumentos-base: os Cenários para o Bioma Caatinga e a Rede Virtual de Informações da Caatinga (RVC), via pela qual trafegarão todos os subsídios para a gestão ambiental e territorial.

O ZEE Nordeste terá como base o bioma Caatinga, expandindo-se para toda a região, englobando a Mata Atlântica, na zona úmida costeira; Mata de Cocais, no meio norte, na faixa de transição para a Amazônia; e Cerrado, na porção ocidental.

A Caatinga  é o maior  bioma da  região  nordeste, ocupando aproximadamente 60% da região, com 844.00 Km², onde vivem cerca de 28 milhões de pessoas.  É o bioma  semi-árido mais biodiverso do mundo e o menos  conhecido do país, sendo o único exclusivamente brasileiro. Embora as populações do semi-árido tenham uma estreita dependência com a biodiversidade da Caatinga, a ocupação do bioma tem sido cada vez mais predatória.  De fato, 62%  das áreas susceptíveis à desertificação estão na caatinga, muitas delas já atingidas por este processo.

O ZEE Nordeste é um instrumento fundamental para o planejamento do território e para o desenvolvimento sustentável da região. Promove a articulação política, a participação social e a resolução de conflitos relacionados ao ordenamento territorial. Com base nos levantamentos cartográficos georreferenciados, nos bancos de dados gerados e nos conhecimentos adquiridos será possível classificar e mapear diferentes sub-regiões segundo categorias de análise diversas.

Assim, poder-se-á caracterizar zonas do território dotadas de oportunidades, áreas com problemas infra-estruturais a serem equacionados, espaços ambientais ameaçados e segmentos geográficos passíveis de ações estratégicas para o desenvolvimento econômico e social. Essas ações servirão de base à definição de políticas públicas que orientarão os diversos níveis decisórios na adoção de políticas convergentes com as diretrizes de desenvolvimento sustentável.

Neste contexto, é fundamental para a Caatinga e todo o Nordeste a utilização do Zoneamento Ecológico-Econômico como instrumento para a promoção da conservação e do uso sustentável, uma vez que o ZEE irá orientar os melhores usos da terra para cada situação ecológica, econômica e social presente na região, assim como dará suporte para as atividades de monitoramento e fiscalização.







 
 
 
 
Nordeste desponta como potencial de energia eólica


Cada vez mais indústrias do segmento estão aportando nos estados nordestinos em função da viabilidade de ventos

O potencial eólico do Nordeste já era conhecido. Com a instalação de fabricantes de equipamentos neste segmento, a região passa a despontar como o maior mercado eólico do país. Cada vez mais indústrias estão aportando nos estados nordestinos, a exemplo da espanhola RM Eólica, inaugurada nessa semana em Suape. A vinda desses empreendimentos estão viabilizando a construção dos parques por um custo menor.

No primeiro leilão de compra de energia de reserva voltado exclusivamente para a fonte eólica, em dezembro do ano passado, dos 71 projetos de geração contratados para fornecer energia ao país a partir de 2012, 63 estão instalados no Nordeste. Foram 23 no estado do Rio Grande do Norte, que concentrou 657 MW (megawatts), 21 no Ceará, com 542 MW, 18 na Bahia, com 390 MW, e uma em Sergipe, com 30 MW. A participação da região no próximo leilão, previsto para junho deste ano, não deve ser diferente.

Já existem 399 projetos de centrais de eólicas cadastrados, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Desses, 312 estão no Nordeste. São 8,3 mil MW de um total de 10,5 mil MW inscritos. Há projetos na Bahia (53), Ceará (106), Pernambuco (1), Piauí (18), Rio Grande do Norte (133) e Sergipe (1). Fora do Nordeste há apenas 87 propostas para o Rio Grande do Sul. Ou seja, é no Nordeste que a geração de energia pela força dos ventos está acontecendo. Os fabricantes de equipamentos estão percebendo essa concentração e resolveram apostar na região.

Em Pernambuco, já operava em Suape a Impsa, uma indústria argentina de turbinas eólicas. Nessa semana, foi a vez do grupo Gestamp inaugurar a RM Eólica, que irá produzir 1 mil torres por ano - quase todo o volume necessário para montar os parques aprovados no primeiro leilão para o Nordeste. Na ocasião, o mesmo grupo espanhol também anunciou a instalação de uma segunda unidade no estado para produzir flanges, um componente usado na montagem das torres. E a vinda de empreendimentos não param por aí. Grandes fabricantes já planejam reforçara produção de equipamentos no Nordeste. Na produção de torres, uma das interessadas é a Engebasa. Na produção de turbinas, a região ganhará unidades da Alston, Suzlon e Vestas. E a Tecsis também estuda a instalação de uma planta para produzir pás. Suape, inclusive, é um dos pontos cogitados.

Para se ter ideia, até 2006, a Wobben era o único fabricante de equipamentos eólicos em todo o país. Por muito tempo, a falta de uma produção nacional foi um entrave para o desenvolvimento dessa matriz energética. Aos poucos, o país foi atraindo fabricantes e algumas empresas também foram direcionando a sua produção para o segmento eólico. Mas a maior parte da produção ainda se concentra no Sudeste.

"Agora os principais fabricantes, se já não estão instalados no Nordeste, estão planejando se instalar na região", conta Pedro Perrelli, diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica). "É preciso ter 60% de equipamentos nacionais para conseguir financiamento. Mas se fosse trazer apenas uma torre de São Paulo em carreta teria um custo de R$ 300 mil", calcula Everaldo Feitosa, diretor da Eólica Tecnologia, empresa que acaba de montar três parques eólicos no estado com torres produzidas em Pernambuco. "A vinda dessas indústrias é fundamental para viabilizar os parques eólicos no Nordeste, barateando o custo da energia gerada", comenta.


Fonte: Diário de Pernambuco/Mirella Falcão
 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Seja +1

VENTOS SARANDO O PLANETA

Cure o mundo
Faça dele um lugar melhor
Pra você e para mim
E toda a raça humana
 
 Existem pessoas morrendo
Se você se importa o suficiente com o próximo
Faça do mundo um lugar melhor
Salve o Planeta Terra
Michael Jackson

Os dados, divulgados hoje (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77 7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW que devem ser entregues até 2012.


Pense sobre as gerações e diga que queremos fazer um
mundo para nossos filhos e os filhos dos nossos filhos.
Então esse dia eles saberão que têm 
um mundo melhorpara eles; 
E pense se eles terão um melhor lugar.
 Michael Jackson

Quais são os Benefícios?

Ar mais limpo é somente uma das razões para aumentar o papel da energia eólica na nossa mistura de provisão. Vejamos algumas outras boas razões:

• A energia eólica preserva recursos hidráulicos

• A energia eólica é compatível com outros usos de terreno e pode servir como auxílio ao desenvolvimento económico rural.

• A energia eólica não produz emissões perigosas, ou resíduos sólidos tóxicos.

• A energia eólica é completamente renovável, altamente fiável e muito eficiente.

• A energia eólica é uma das fontes mais económicas da nova geração de electricidade em grande escala.

• A energia eólica está a tornar-se ainda mais económica na produção à medida que se atingem economias de escala e os preços de electricidade aumentam.

• A energia eólica é favorável ao emprego e criação de postos de trabalho.

• A energia eólica apoia o crescimento económico

• A energia eólica gera turismo a comunidades locais.

• A energia eólica cria receitas alternativas a agricultores que arrendem a sua terra.

• A energia eólica compensa as emissões de outras fontes de energia, assim reduzindo a nossa contribuição para as alterações climáticas globais.

• A utilização de vento para produzir energia suficiente para mais de 200 casas (2,000,000 de quilowatt-hora) de electricidade em vez queimar carvão deixará 900,000 quilogramas de carvão na terra e reduzirá emissões de gás de estufa anuais em 2,000 toneladas. Isto tem o mesmo impacto positivo que tirar 417 carros da estrada ou plantar 10,000 árvores.

CURE O MUNDO


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu MARINEI e vc?

 
Ministério Público se manifesta contra às mudanças no Código Florestal
Representantes do ministério público de todo País, da Rede Latino-Americana de Ministérios Públicos e entidades judiciais que atuam na área ambiental entregaram nesta quarta-feira, 18, ao vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia, moção de repúdio e nota técnica contra às propostas de mudanças no Código Florestal Brasileiro, que estão em discussão na Casa.

Entre os pontos graves destacados na nota técnica está a redução dos limites de área de preservação ambiental (APPs), a dispensa de reserva legal para propriedades de até quatro módulos fiscais e a anistia a quem desmatou ilegalmente até julho de 2008. O encontro aconteceu logo após ato público que contou também com a presença de deputados e representantes de ONGs ambientais: Planeta Verde, Greenpeace, SOS Mata Atlântica e ISA.

O deputado Fábio Ramalho (PV-MG), um dos apoiadores do encontro, ressaltou a relevância do movimento em defesa da atual legislação ambiental brasileira. "Essas propostas não representam nenhum avanço, o que se vê são estímulos para novos desmatamentos e perdão de multas para inúmeros infratores. Trata-se de uma verdadeira sentença de morte as práticas sustentáveis construídas ao longo de 45 anos", disse.

Os promotores se disseram muito preocupados com os impactos ambientais que as alterações no Código Florestal podem provocar e ressaltaram que o debate não envolveu toda a sociedade e que, na verdade, a legislação atual é moderna, de vanguarda, e não precisa ser mudada, mas colocada em prática.

"Nós viemos manifestar nossa preocupação com as alterações propostas pois elas são contrárias aos interesses do Brasil e da legislação. Nossa posição é absolutamente contrária a essas mudanças e queremos pedir que os deputados também se posicionam contrários a esse projeto" disse o organizador do manifesto, o presidente da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Jarbas Soares Júnior.

A Rede Latino-Americana de Ministérios Públicos Ambientais apresentou carta em defesa da legislação em vigor no Brasil. Para o representante do Ministério Público do Paraguai, Jorge Sosa Garcia, o código brasileiro serviu de exemplo para que países como Paraguai, Peru e Equador aprovassem legislações ambientais fortes. Ele disse que, no Paraguai, houve aumento da produção agrícola desde a criação da lei de desmatamento zero, em 2004. Segundo ele, o resultado foi mesmo de redução do desmatamento e estímulo ao desenvolvimento tecnológico.
 

Liderança do Partido Verde
Assessoria de Imprensa


12 razões para votar em Marina


  1. Tem causa: A causa de Marina Silva é a causa do planeta, da qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro. É a nossa causa, dos nossos filhos, dos nossos netos, de toda a nossa descendência.
  2. Quer desenvolvimento sustentável: Marina Silva está em sintonia com os desafios do século 21. Ajudará o Brasil crescer, mas sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
  3. Conhece a pobreza: Marina é Silva. Como a maioria das gentes no Brasil, nasceu pobre. Com força de vontade, com escola e com a ajuda de pessoas boas, superou tudo.
  4. Valoriza a educação: Alfabetizada aos 16 anos, tornou-se professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra.Sabe da importância da educação. Seu projeto transformará o Brasil num país do conhecimento.
  5. Dará oportunidades para todos: Marina Silva oferece ao país a terceira geração dos programas sociais, com a capacitação e a inserção dos beneficiados no mercado de trabalho, de acordo com os potenciais de cada família.
  6. É verde: Marina Silva alia visão da qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental. É uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
  7. Tem capacidade de gestão: Tranquila, mas firme, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob sua batuta no governo Lula que o país diminuiu de forma drástica o desmatamento na Amazônia. O Brasil não precisa de gerente. Precisa de uma líder com visão de futuro, como Marina Silva.
  8. Tem equipe: Desde seu primeiro cargo, Marina Silva sempre se cercou de pessoas inteligentes, modernas e eficientes. É um imã de pessoas honestas e boas.Marina atrai competências.
  9. Nova forma de governo: Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência das indicações políticas. Sabe ouvir, governa com a ajuda de especialistas, de técnicos. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.
  10. É sucessora: Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula.É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país.Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo.É uma sucessora.
  11. Combate ao desperdício: Marina Silva tem história para combater a corrupção, para acabar com o loteamento dos órgãos públicos, para acabar com o desperdício do dinheiro público, do capital humano, das oportunidades, dos recursos naturais.
  12. É mulher: Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.